As piadas do Brasil que são engraçadas para um francês

Paul Cabannes é de Paris, tem 27 anos, e vive em Maringá, Paraná. É modelo e tem um canal no Youtube sobre variedades. Ele comenta sobre piadas do Brasil

O youtuber francês Paul Cabannes resolveu fazer uma seleção das 5 melhores que recebeu por Whatsapp dos brasileiros:

As piadas já foram alvo de estudos acadêmicos sérios. Um bom exemplo é “O chiste e sua relação com o inconsciente”, estudo produzido por Sigmund Freud. Freud dividiu as piadas em duas categorias básicas: As “ingênuas” — que utilizam jogos de palavras — e os “chistes tendenciosos” — que possuem um lado erótico e (ou) preconceituoso. Enquanto na primeira o humor não estaria no conteúdo, mas na surpresa do trocadilho, na segunda o riso seria provocado pela “aversão às diferenças ou pela zombaria de estereótipos”.

Outro cientista, Marvin Minsky, também sugere que rir tem uma função específica no cérebro humano. Em sua opinião, piadas e risos são mecanismos para o cérebro aprender o nonsense. Seria essa a razão, segundo o pesquisador, para que as piadas normalmente não sejam tão engraçadas quando contadas repetidas vezes.

Além disso, o riso (em tese, o principal objetivo da piada) é considerado como algo saudável, pois libera endorfina (hormônio produzido no cérebro que produz sensação de bem-estar e alivia a dor), além de diminuir a pressão arterial e aliviar a tensão.

A maior parte das piadas contêm dois componentes: uma introdução genérica (por exemplo, “Um homem entra num bar…”) e um final surpreendente, que entra em choque com o desenvolvimento. O nível de surpresa do final se modifica de acordo com o quanto de ironia se pretende alcançar.

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