Usuário de app de relacionamento adulterava preservativos para transmitir HIV secretamente

Os promotores afirmam que Daryll Rowe, de 26 anos, fazia uma "campanha cínica e deliberada" para infectar outros homens com o vírus HIV

Daryll Rowe, de Edimburgo, é acusado de infectar parceiros que conheceu pelo Grindr com HIV depois de supostamente “adulterar os preservativos” durante o sexo. É afirmado que o rapaz, de 26 anos, insistiu em relações sexuais desprotegidas com seus parceiros, alegando estar livre do vírus, depois adulterava o preservativo quando insistiram em usá-los.

Os promotores afirmam que Daryll Rowe, de 26 anos, fazia uma "campanha cínica e deliberada" para infectar outros homens com o vírus HIV
Os promotores afirmam que Daryll Rowe, de 26 anos, fazia uma “campanha cínica e deliberada” para infectar outros homens com o vírus

O tribunal de Lewes foi informado de que, após o coito, Daryll mandava um SMS dizendo aos seus parceiros sarcasticamente que ele era portador do vírus e que eles poderiam estar em risco. A mensagem era: “Talvez você tenha febre. Te penetrei e tenho HIV! Risos! Ops!

Foto: reprodução Facebook

Rowe é responsável por infectar quatro homens com o vírus e tentar infectar mais seis entre outubro de 2015 e dezembro de 2016. O réu, que é comprovadamente soropositivo, nega todas as acusações. Na Inglaterra, infectar intencionalmente alguém com o vírus é crime e pode ser punido com até prisão perpétua.

Se uma pessoa HIV positiva está recebendo tratamento e o vírus está em níveis “indetectáveis” em seu sistema, eles não podem passar o HIV para outros. A promotora Caroline Carberry descreveu seus supostos crimes como “uma campanha cínica e deliberada para infectar outros homens”.

Ele foi originalmente diagnosticado com HIV em abril de 2015. Os médicos disseram que ele estava lidando bem com o diagnóstico, mas ficaram preocupados quando se recusou medicamentos anti-retrovirais que podem tornar a carga viral indetectável.

Daryll Rowe chegando à Corte de Lewes em 05/10/2017.
Daryll Rowe chegando à Corte de Lewes em 05/10/2017. Foto: Brighton

“Ele foi advertido de que ele poderia ser processado por passar [HIV] ou mesmo colocar alguém em risco de contrair HIV dele”, disse Carberry ao tribunal, de acordo com The Guardian. “Ele disse a seus médicos que ele não iria se envolver em nenhum sexo desprotegido novamente. Ele não tinha nenhuma família ou outras conexões na área, embora ele estivesse fazendo amizades por um aplicativo de namoro, o Grindr. Através do Grindr, estava em contato com os homens que mais tarde iria infectar ou tentar afetar o HIV”, disse a acusação.

Foto: reprodução Facebook

A corte ouviu que um parceiro testou negativo para o HIV no dia em que fizeram sexo e não teve relações sexuais por dois meses. Depois desse período, ele foi diagnosticado como HIV positivo.

Em um telefonema para outro parceiro, que havia insistido em usar um preservativo, Rowe alegadamente disse: “Eu rasguei o preservativo. Você é tão imbecil, nem percebeu.”

O julgamento foi originalmente atrasado depois que um juiz concedeu todas as supostas vítimas anonimato no caso. O anonimato não é automaticamente dado às testemunhas, o que significa que a juíza Christine Henson teve que intervir para proteger as supostas vítimas. O processo continua e se espera-se dure seis semanas.

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Foto de Rowe, fonte: The Sun

Com informações do The Guardian, The Sun e Pink News

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