Barba protege homens da homossexualidade, diz líder religioso

Os homens que desejam manter a imagem de heterossexual devem considerar usar barba – alerta um líder do grupo religioso russo.

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Metropolitan Kornily

Durante uma entrevista com o Serviço Nacional de Notícias da Rússia, Kornily, um católico ortodoxo que deixou a igreja em 1666, ligou a ausência de barba com homossexualidade. Na entrevista, Kornily pediu para os homens pararem de tirar pelos do corpo para “se protegerem da homossexualidade”.

“Deus nos deu as regras. Está escrito que Deus criou todos com barba. Não podemos imaginar Cristo ou algum santo sem barba. Não se deve opor ao seu criador. É uma coisa monstruosa ver a roupa masculina e os penteados da atualidade”, disse Kornily.

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Situação dos Gays na Rússia

Muitos religiosos se desvincularam da Igreja Católica Ortodoxa depois que o Patriarca Nikon, o chefe da igreja em 1666, fez mudanças nos livros e costumes ortodoxos russos. Deixaram o continente da Rússia e se mudaram para áreas remotas ao redor do globo – alguns grupos vivem em áreas dos EUA, Brasil, China e Sibéria – para praticar sua fé, que proíbe fortemente a homossexualidade.

De acordo com Kornily, o status religioso de ter uma barba “desapareceu completamente do ocidente católico”. Atrelou inclusive o aumento de casos de homossexualidade na Rússia devido a ausência de barba.

Embora a sodomia tenha sido despenalizada na Rússia em 1993 – o país já havia encarcerado as pessoas condenadas por atos homossexuais – a Rússia geralmente desaprova a homossexualidade em todas as frentes religiosas e políticas.

A Chechênia recentemente foi investigada depois que o jornal russo Novaya Gazeta informou que homens gays na área estavam sendo submetidos a torturas. O The Guardian confirmou mais tarde que quatro homens apresentaram evidências de espancamentos e tortura com choque elétrico por mais de uma semana em um campo de concentração.

As autoridades chechenas negaram as acusações, mas o tratamento desumano nos homens gays foi suficiente para provocar um clamor internacional, fazendo com que líderes mundiais, incluindo a chanceler alemã Theresa May, pedissem ao presidente russo Vladimir Putin para investigar os relatórios. Elena Milashina, a repórter que acompanhou o ocorrido, disse ao The Guardian em maio que Putin tinha sido informado sobre os crimes e não fez nada.

Com informações de Newsweek

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