Mês do Orgulho LGBT: veja apps que apoiam diversidade e combatem preconceito

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A tecnologia pode ser uma grande aliada no combate ao preconceito e na valorização da diversidade sexual e de gênero. Como junho é celebrado em todo o mundo como mês do Orgulho LGBT e do combate à homofobia e à transfobia, o TechTudo selecionou uma lista de apps, sites e serviços voltados aos cidadãos LGBT no Brasil. A maioria dos programas funciona tanto para celulares quanto para PC.

Vale lembrar que o período virou marco após a Revolta de Stonewall, um episódio de resistência de um grupo de homossexuais, em 1969, aos atos de violência policial em um bar em Greenwich Village, nos EUA. Confira a seleção de apps e sites abaixo e veja como a tecnologia pode ajudar no combate ao preconceito e prestação de serviços em prol da tolerância.

Espaço Livre

O Espaço Livre é um app para celulares com Android e Windows 10 Mobile que busca criar um mapa da homofobia no Brasil. Segundo dados da Secretaria Especial de Direitos Humanos, foram registradas 2.964 denúncias de discriminação e violência contra a população LGBT no país em 2015 pelo Disque 100. No mesmo ano, o número de assassinatos motivados por homofobia no país foi de 318, de acordo com dados coletados pelo Grupo Gay da Bahia, que é referência na luta pelo direitos de pessoas LGBT.

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No Espaço Livre, usuários podem relatar anonimamente pontos em suas cidades em que sofreram agressões físicas ou verbais. Além disso, o app também serve como fonte de consulta sobre áreas perigosas com base no relato dos usuários: quanto mais vermelha for a localização, maior é a quantidade de denúncias. Segundo os desenvolvedores, o app deve chegar em breve para iPhone (iOS).

Mona Migs

O Mona Migs é uma startup que busca conectar pessoas expulsas de casa por causa da LGBTfobia a famílias dispostas a ampará-las. Atualmente, o site encontra-se em pré-cadastro para que os interessados em receber pessoas em estado de vulnerabilidade possam fornecer dados para o contato. Além disso, também há coleta de relatos de indivíduos que sofreram discriminação ou violência em casa e desejam compartilhar histórias anonimamente na página do Facebook.

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Segundo a equipe da plataforma, foram recebidos atualmente um total de 790 cadastros e 248 depoimentos em pouco mais de um mês desde o lançamento do Mona Migs. “A procura nos impressionou de duas formas: uma negativa, pois não deixamos de ficar extremamente tristes em saber que existem tantas pessoas por aí expulsas de casa. E, em parte positiva, pois conseguimos dar a esperança a pessoas que, em alguns casos, estavam a ponto de cometer suicídio”, disse um dos desenvolvedores da plataforma, Wallace Soares.

Tem Local?

O Tem Local? é uma plataforma colaborativa que reúne relatos de pessoas que sofreram ou presenciaram agressões motivadas por LGBTfobia. Ao abrir a página, o usuário pode selecionar orientação sexual e/ou identidade de gênero com as quais se identifica. Em seguida, é possível ler as histórias publicadas no mapa, identificadas com base no tipo de preconceito sofrido.

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Ao contrário do Espaço Livre, o Tem Local? permite que o internauta forneça mais detalhes sobre a agressão sofrida ou presenciada. É possível informar o local da agressão no mapa, o tipo de violência, data, hora, um pequeno relato e definir se foi homofobia, lesbofobia, bifobia ou transfobia. O site solicita ainda contato e informações sobre a vítima para ajudar a gerar estatísticas e futuras cobranças ao poder público.

Dicionário de Gêneros

O Dicionário de Gênero é um projeto colaborativo do AfroReggae e da agência Artplan, que visa desmitificar e quebrar preconceitos quanto à identidade de gênero. Para isso, a página explica conceitos nem sempre claros à população, como a diferença entre sexo, orientação sexual e identidade de gênero. O site também propõe uma reflexão sobre o quanto a língua nos define, mas também falha no que diz respeito à evolução da percepção de representatividade.

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Para enfrentar esse desafio, o Dicionário de Gêneros consultou dezenas de pessoas para que elas, em depoimentos, definissem a sua própria identidade de gênero. O projeto é ainda uma plataforma aberta na qual cada internauta pode colaborar com a visão de sua identidade, podendo até mesmo incluir novas definições ao dicionário, como uma espécie de Wikipedia.

TransEmpregos

A população de transgêneros no Brasil encontra-se, muitas vezes, em situação de vulnerabilidade socioeconômica e com dificuldade de se colocar no mercado do trabalho. Segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra), 90% das pessoas trans trabalham com prostituição e em salões de beleza, nem sempre por escolha, mas por preconceito. No entanto, o site TransEmpregos é uma iniciativa para ajudar a comunidade a encontrar oportunidades.

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Na página, é possível consultar diversas vagas em postos de meio período ou integral, estágio, autônomo e freelancer. Além disso, travestis e transexuais podem anunciar seus currículos gratuitamente para serem encontrados por empregadores.

Conhece mais algum aplicativo ou site que preste serviço de apoio ou diminua o preconceito contra a comunidade LGBT? Deixa a sua colaboração em nosso Fórum

Referências: Secretaria de Direitos Humanos e Grupo Gay da Bahia

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